Encontro reuniu produtores, responsáveis técnicos e especialistas para orientar a regularização de viveiros e a produção de mudas conforme o Renasem.A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), realizou, nesta quinta-feira, 26/3, o 1º Encontro para Viveiristas. O evento ocorreu em Manaus e reuniu produtores e empresas que comercializam mudas, produtores de sementes, responsáveis técnicos por viveiros e seis especialistas, que esclareceram aspectos legais, técnicos e operacionais relacionados à regularização de viveiros e à produção de mudas, qualidade, sanidade e uso, conforme o Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).
Orientações legais e procedimentos
Segundo o auditor fiscal federal agropecuário Márcio Martins, os produtores devem contar com um responsável técnico habilitado. “Eles têm que ter um responsável técnico, que é o profissional habilitado, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, biólogo ou outro profissional, que tenha no seu curso superior carga horária relacionada à questão da produção de mudas”, explicou. Ele detalhou ainda a necessidade da inscrição anual da safra, seja para espécies florestais, frutíferas, ornamentais ou medicinais, e os dispositivos legais aplicáveis a cada categoria, em orientações sobre procedimentos para inscrição no Renasem.
Programação e temas abordados
A programação contou com outras quatro palestras. Jurimar Collares Ipiranga, diretor de Licenciamento da Semmas, falou sobre “Compensação Ambiental: Procedimentos para Cumprimento de Condicionantes Ambientais”. A professora Narrúbia Oliveira de Almeida Martins tratou de “Boas práticas na gestão de viveiros e produção de mudas”. A pesquisadora Lidyane Lúcia de Sousa Bastos, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), abordou “Seleção de Matrizes, coleta e beneficiamento de sementes”. A professora Yeda Maria Boaventura Correa Arruda, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), apresentou “Por uma identidade amazônica da arborização: potencial de espécies nativas da Amazônia para a arborização urbana”.
Identidade local e uso de espécies nativas
Como membro do grupo de pesquisa Árvores do Asfalto, a professora Yeda destacou a importância do diálogo entre instituições públicas e setor privado e o uso de espécies nativas para fortalecer a identidade cultural e promover resgate genético e sustentabilidade financeira da cidade. “Nós temos uma relação muito direta da flora e da fauna. Então, quando nós estamos plantando espécies nativas daquele bioma, no nosso caso Amazônia, nós estamos também garantindo a fauna silvestre, a fauna presente em ambiente urbano”, afirmou.
A diretora de Arborização e Sustentabilidade da Semmas, Eríany Souza, que é engenheira florestal e mestre em Ciências Florestais e Ambientais, foi uma das palestrantes e explicou as finalidades do encontro. “Nós reunimos professores doutores especialistas em produção e qualidade de mudas e sementes para orientar os produtores e estudantes da área ambiental, para que tenhamos ainda mais qualidade no fornecimento de mudas que serão utilizadas na arborização de Manaus”, disse, ao apresentar o tema Diretrizes do Planejamento e Execução da Arborização Urbana em Manaus.
Texto e fotos – Taianna Castro /Semmas
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